Pensamentos confusos, aleatoriedades e outros quetais

Não dá mais para ser Holden Caulfield

Em Contos, 07/02/2012 às 17:37


Não dá mais para ser Holden Caulfield. Meu nome é Anderson e tenho um sobrenome comum que mostra que não tenho vô italiano nem pais ricos. Silva, Souza, Pereira poderia ser qualquer um desses. É Santos. Irônico, já que desde criança acho estúpido o gesto de se benzer no momento de passar em frente a uma igreja. E isso foi só o começo. Hoje acho estúpido ter esperança. Em mim, nos outros, no que chamam de Deus. Tanto faz. É triste de tão estúpido.

São Paulo – Madri – Barcelona

Em Contos, 03/02/2012 às 15:50


Testa molhada de suor, braços abertos, sorriso no olhar, começa a falar alto: “Bem-vinda! Espero que tenha feito boa viagem! Veio por Madri, né? Odeio Baraja, sempre me perco lá. Percebeu o tamanho daquela porra? Fizeram só para humilhar o aeroporto de Barcelona… mas você vai ver rapidinho que eles só ganham de nós nisso, no resto eles não conseguem nem chegar perto. Você percebeu que eu já estou falando eles e nós, como se eu fosse catalão, né? É isso que acontece quando você pisa nessa terrinha. Logo, logo, você também vai sentir raiva quando ver uma bandeira da Espanha ou uma camiseta do Real. É bem rápido, você vai ver”.

Nosso abraço, nosso beijo e nosso adeus

Em Crônicas, 26/01/2012 às 15:43


Nosso abraço é nosso porque você me chamou a atenção. Disse que você era boa de abraçar e você me corrigiu, colocou a frase na terceira do plural. Tinha razão em dizer isso. Aqueles momentos de tanta proximidade não terminavam nem começavam nos meus ou nos seus braços.

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